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Boas Práticas em Visualização

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A visualização de dados é uma das ferramentas mais poderosas para comunicar informações de maneira clara e rápida. Ao transformar números em gráficos e imagens, facilitamos a compreensão de dados complexos, tornando-os acessíveis para públicos variados. Porém, para que uma visualização seja eficaz, é fundamental seguir boas práticas, que envolvem escolhas cuidadosas em cores, fontes, escalas, além de evitar manipulações que possam distorcer a mensagem.

Um dos primeiros aspectos a considerar é a escolha das cores. Cores inadequadas podem confundir o leitor ou até causar desconforto visual. É recomendável usar paletas harmônicas, com um número limitado de cores — normalmente entre quatro e cinco — para não poluir a visualização. Também é importante pensar na acessibilidade, evitando combinações que sejam problemáticas para pessoas com daltonismo, como o clássico verde e vermelho juntos. Ferramentas como ColorBrewer e Canva podem ajudar na escolha de paletas acessíveis e equilibradas.

Além das cores, a escolha das fontes é crucial para garantir a legibilidade dos gráficos. Fontes simples e limpas, como Arial, Calibri e Helvetica, são ideais para títulos, legendas e rótulos. Evitar fontes decorativas ou muito rebuscadas ajuda a manter o foco na informação, sem que a leitura se torne cansativa ou confusa. Também é necessário prestar atenção ao tamanho da fonte, que deve ser suficiente para leitura confortável, principalmente em apresentações em tela ou projetores.

Outro ponto fundamental para a clareza visual é a definição correta das escalas nos gráficos. Em geral, o eixo vertical (eixo Y) deve começar em zero para evitar distorções na interpretação dos dados. Quando a escala é truncada — ou seja, começa em um número maior que zero — as diferenças podem parecer muito maiores do que realmente são, o que pode levar a conclusões equivocadas. Caso haja necessidade de usar escalas truncadas, é imprescindível avisar explicitamente o público para que a visualização não induza a erro.

Destacar o insight principal em uma visualização é essencial para que a mensagem seja clara e o público saiba onde deve focar sua atenção. Para isso, pode-se utilizar uma cor mais forte ou contrastante para o dado mais relevante, enquanto as demais categorias aparecem em tons neutros. Além disso, elementos como setas, caixas de destaque e anotações ajudam a guiar o olhar e facilitam o entendimento da informação mais importante.

Também é recomendável eliminar elementos visuais desnecessários que possam distrair ou confundir o leitor. A simplicidade é um grande aliado na visualização: menos é mais. Um gráfico limpo, com poucas informações que se complementam, permite uma leitura rápida e eficiente. Escolher o tipo certo de gráfico para o dado que se quer apresentar é outra estratégia importante. Por exemplo, gráficos de linhas são mais indicados para mostrar tendências ao longo do tempo, enquanto gráficos de barras funcionam bem para comparações entre categorias.

É fundamental evitar vieses e manipulações visuais que possam comprometer a honestidade e a credibilidade da informação apresentada. Cortar a escala do eixo Y sem aviso, utilizar gráficos 3D que distorcem proporções, ou usar gráficos de pizza com muitas categorias pequenas são práticas que podem gerar confusão ou interpretações erradas. Além disso, o uso inadequado de cores que carregam conotações emocionais, como vermelho para “alertas” ou verde para “positivo”, deve ser feito com cautela para não induzir o público a conclusões parciais.

Ser transparente quanto aos dados e suas limitações é uma postura ética que fortalece a confiança entre quem apresenta a informação e quem a recebe. Mostrar claramente as fontes dos dados, explicitar casos de exceção e apontar possíveis margens de erro ajudam a construir uma comunicação visual honesta e responsável.

Para a criação de visualizações no dia a dia, é importante conhecer e dominar algumas ferramentas simples e acessíveis. O Excel, por exemplo, é amplamente usado em ambientes corporativos para montar gráficos variados, desde barras e linhas até pizza e dispersão. Ele oferece recursos para formatar cores, ajustar escalas e incluir legendas de forma rápida e prática.

Outra ferramenta muito útil é o Google Sheets, que funciona de maneira similar ao Excel, porém online e com facilidade de colaboração em tempo real. Isso facilita o trabalho em equipe e o compartilhamento de relatórios visuais atualizados com rapidez.

Por fim, o Canva é uma ótima opção para quem deseja criar visualizações mais elaboradas, com um visual mais profissional e atrativo. Além dos gráficos, o Canva oferece modelos prontos, ícones, paletas de cores e opções de personalização intuitivas, o que ajuda até mesmo quem não tem experiência em design a produzir relatórios visuais impactantes.

Dominar essas boas práticas e ferramentas faz toda a diferença para quem precisa apresentar dados com clareza e credibilidade, seja em reuniões, relatórios ou apresentações. A visualização de dados, quando feita com cuidado e responsabilidade, transforma informações complexas em insights acessíveis e úteis para a tomada de decisão.